1 Bi devs: o perfil builder

Paulo Silveira
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4 minutos de leitura

A contratação de devs, em 2026, está aumentando. Mais: está crescendo a quantidade de novas vagas.

Dois anos atrás, no Hipsters #430 sentamos para discutir uma tese que parecia ambiciosa na época: 1 bilhão de pessoas construindo software. Não apenas programadores no sentido clássico.

Pessoas que resolvem problemas com software, com automação. Pessoas que constroem. Builders.

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Peter Steinberger, criador do OpenClaw, disse no Lex Fridman: "não se vejam mais como engenheiros de iOS. Vocês são construtores (builders) e podem levar muito do conhecimento de como construir software para novos domínios."

Vibecoder, builder, novo dev. A nomenclatura ainda está se ajustando, mas a direção ficou clara.

Tem um outro fenômeno que está acelerando essa expansão: o software descartável, o disposable software. É aquela app, aquele sisteminha, aquela planilha que apenas resolve um problema e depois acaba morrendo.

Não precisa de manutenção, não precisa de deploy sofisticado, não precisa de time. Pode ser feita por quem nem se considera "dev".

Isso é importante porque muda quem pode construir. Builders. Se o software é descartável, o custo de errar é baixo. Se o custo de errar é baixo, mais gente tenta.

Se mais gente tenta, mais gente aprende. O ciclo se auto-alimenta. A necessidade de entender IA, código e tecnologia começa a aparecer em inúmeras carreiras.

A Sequoia Capital previu o próximo bilhão de desenvolvedores (1 bilhão de pessoas). O GitHub já passou de 150 milhões de contas.

Na tese do Grupo Alun, a gente colocou isso como um dos pilares: 1 bilhão de pessoas vão construir software e a maioria nem sabe disso ainda.

Você é uma delas.

Mas precisa entender com certa profundidade de tecnologia!

Em 2022 eu falei sobre a capacidade de devs juniors: cuidado para não se tornar "apenas" dev de framework. Use da sua nerdice para conhecer o código fonte daquela biblioteca, a arquitetura da máquina virtual e as entranhas do navegador.

Isso não mudou: ficou mais importante. Porque quando o código é gerado em vez de escrito, o que diferencia profissionais é a capacidade de julgar, corrigir e direcionar.

O Akita resumiu numa frase que ficou: IA reflete quem você é. Se você é bom, acelera 10x. Se é ruim, só acelera a criação de código ruim.

A frase do Fred Brooks, pai da engenharia de software, de 50 anos, atrás continua sendo a mais importante: a parte mais difícil de construir software é decidir precisamente o que precisa ser construído. Ferramentas podem ficar boas em resolver o como. Pessoas resolvem o quê e o porquê.

Domine as ferramentas, as tecnologias. Você hoje é um builder. Está mais conectado ao negócio, às outras profissões, a empresa como um todo.

Com esse crescimento, como se destacar na carreira dev?

Para quem quer começar na área e entender como construir software do zero, dá para indicar a formação de Iniciante em Programação da Alura. Ela ensina lógica, HTML, CSS, JavaScript e ajuda quem ainda está entrando no universo dev a criar seus primeiros projetos.

Para quem quer aprofundar em IA aplicada ao desenvolvimento, vale divulgar os cursos de IA para Programação da Alura. Os conteúdos mostram como usar ChatGPT, GitHub Copilot e automações no fluxo de desenvolvimento moderno.

Já para quem tem conhecimento básico em IA, mas quer sofisticar ainda mais o uso e direcionamentos com IA, há o curso de Prompt em Engenharia de IA, principalmente pela ideia de que profissionais precisarão aprender a direcionar e revisar código gerado por IA e não apenas escrever tudo manualmente.

Por fim, para quem quer entender IA mais profundamente e criar soluções próprias, uma boa recomendação é a Formação Machine Learning da Alura, focada em modelos, dados e inteligência artificial aplicada na prática.

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Paulo Silveira
Paulo Silveira

Paulo Silveira é CEO e cofundador da Alura. Bacharel e mestre em Ciência da Computação pela USP, teve sua carreira de formação em PHP, Java e nas maratonas de programação. Criou o Guj.com.br, o podcast do Hipsters.tech e o Like a Boss.

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